quinta-feira, 30 de julho de 2009

coração II

m: que se passa?
p: nada.. está tudo bem
m: a mim não me enganas tu. o que é que tens?
p: nada, a b. vem aí, já falamos.

Afastei-me e deixei-os em paz.
Nunca o tinha visto a rejeita-la como ontem. Estava estranho eu sabia que sim. Começaram a discutir, o cenário estava a ficar negro, muito negro e ela foi-se embora a chorar convulsivamente; mesmo assim esperei que ele se acalmasse.
Quando parecia mais calmo aproximei-me.

m: o que é que foi aquilo?
p: foi o teu querido e grande amigo magoado, porquê, não se notou?
m: calma! não tenho culpa do que se passou, já agora o que se passou?

Ele lá me contou, e juro que não esperava nada daquilo dela.
Mas com o que fez, consegui perceber que o rapaz de eu achava que era de ferro, tem mais fraquezas que eu, se for preciso; foi a primeira vez que o vi chorar; levantei-lhe a cara e dei-lhe o maior abraço que consegui.

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