quinta-feira, 30 de julho de 2009

coração II

m: que se passa?
p: nada.. está tudo bem
m: a mim não me enganas tu. o que é que tens?
p: nada, a b. vem aí, já falamos.

Afastei-me e deixei-os em paz.
Nunca o tinha visto a rejeita-la como ontem. Estava estranho eu sabia que sim. Começaram a discutir, o cenário estava a ficar negro, muito negro e ela foi-se embora a chorar convulsivamente; mesmo assim esperei que ele se acalmasse.
Quando parecia mais calmo aproximei-me.

m: o que é que foi aquilo?
p: foi o teu querido e grande amigo magoado, porquê, não se notou?
m: calma! não tenho culpa do que se passou, já agora o que se passou?

Ele lá me contou, e juro que não esperava nada daquilo dela.
Mas com o que fez, consegui perceber que o rapaz de eu achava que era de ferro, tem mais fraquezas que eu, se for preciso; foi a primeira vez que o vi chorar; levantei-lhe a cara e dei-lhe o maior abraço que consegui.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

coração

Chegámos da praia e o telefone dele toca, deve ser a milionésima vez hoje, já que ele rejeitou as outras todas. Perguntei quem era, disse-me quase sem voz "é ele, outra vez". Atendeu e foi para a rua. Voltou e disse-me ainda mais sem voz do que à pouco "era o meu pai, confirmou o que já prevíamos, tenho que ir, hoje, agora".
Fiquei a olhar pra ele, olhos nos olhos. Caiu-lhe uma lágrima, abraçou-me e disse que voltava assim que pudesse. Sinto-me vazia por dentro, mais uma vez queriam roubar-me um bocado (e que grande bocado) de mim.
Muita gente me diz que se já aguentei dez meses, mais um não fazem mal. Pois não, não vos faz mal a vocês que mais uma vez, não sabem o que é amar. É assim o ano todo, sem ti, sem o teu cheiro, só com a saudade e com a tua voz pelo telefone.
Saíste à cinco minutos e a saudade já me destrói por dentro.
Quero-te comigo, aqui e agora, sem que te afastes e que me possas abraçar a toda a hora.
Sinto-te comigo, mas continuo a não te ter.
a tua eterna flor,
AMO-TE

domingo, 19 de julho de 2009

O final da era negra

Acendo a última vela da caixa, que vai acabar com esta dor, e começo;
Se há uns dias escrevi "mas sei que com o tempo vamos voltar a ser, não o que éramos, mas muito melhor", arrependo-me completamente!
Foste uma grande desilusão, não esperava isto de ninguém tão próximo, muito menos de ti. Ando numa fase (muito) negra, que em grande parte é por tua causa.
Fizeste-me crescer de uma maneira inexplicável, devo-te muito, mas também não sou de ferro e não aguento aquilo que me fazes. Já me disseram para te deixar de falar, para te esquecer, já me apeteceu fazer isso mas na altura não consegui, não tinha razões para isso. Agora? Agora esquece-me tu, estou farta de sofrer por ti e pela nossa amizade.
Tu, meu caro, fazes parte desta fase negra que vai acabar, mais cedo do que imaginava!

domingo, 12 de julho de 2009

Força de libertação II

Vela, caderno, caneta. Comecemos então;
"(...) e de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas,dos instantes, e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."
Não te deixarei morrer - Miguel Sousa Tavares.

Obrigada, a quem me tem apoiado nesta fase (não má, mas muito pouco boa) da minha vida. Parece que nesta altura tudo de menos bom me acontece, mas ainda bem que posso contar com... quase toda a gente. Têm sido parte da força que perdi, já que não a posso reaver toda.
Por isso e por tudo o que fazem pra me ver bem, mil obrigados aos mil abraços bem dados.

sábado, 11 de julho de 2009

Força de libertação

Vela acesa, caderno aberto, caneta em punho;
Há coisas que se vão com o vento. Eu admito que não me quero afastar de ti, mas ao saber o que sei, hoje, ao ver o quanto me desiludiste, à um tempo, sinto que não vale a pena. Errei eu, erraste tu, ambos errámos. Mas bolas, será que não vês que o que fiz foi sem intenção, e no teu caso, a tua intenção foi afastar-me. És o irmão que perdi, o melhor amigo que desapareceu.
Tenho saudades de tudo o que tínhamos construído, mas sei que com o tempo vamos voltar a ser, não o que éramos, mas muito melhor (ou talvez não) (:
Para todo o tempo que nos conseguiremos suportar (:
Obrigada ao bichinho e à melhor amiga Y

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Bernardo

Hoje, nem vela, nem fotografias tuas, nem lágrimas. Hoje a única coisa que me faz companhia são as saudades. Já não me correm as lágrimas quando escrevo sobre ti, já não me vem à cabeça o quão pálida estava a tua cara naquele dia, hoje só tenho saudades tuas e dos nossos bons e grandes momentos. E quando a saudade for maior que tudo, quando já não conseguir esboçar um sorriso como o de hoje quando me lembrei de ti, tenho que correr para a praia, olhar para o horizonte, e acredito que de certeza te vou sentir.

A ti, meu melhor amigo, meu irmão de sangue, meu Bernardo;
quatro meses, certos, depois do pior dia da minha vida

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Desistir? Nunca

Acendo uma vela, cor de rosa, com um aroma que neste momento nao sei qual é; abro "O caderno de Memórias" pego na caneta e começo:
(...) Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante

Hoje disseram-me que te ia perder. Disseram-me para jogar tudo o que passámos juntos fora, porque a distância acaba com os amores verdadeiros, como o nosso; disseram-me que a distância, rompe a confiança; que a distância nos vai separar para sempre.
Sabes o que disse? Perguntei-lhes se alguma vez amaram alguém, como eu te amo. Também lhes perguntei se sentiram saudades, como eu sinto; ou se sofreram, como eu sofro, por nao te ter comigo. Neste momento, preciso do nosso ritual: um olhar, um beijo, um abraço apertado e um "quero-te para sempre".
amo-te.